sábado, 24 de abril de 2010

Majestática FNAC

É de facto, mas é poder de imperium.
O casal, sereno, tentava na FNAC reaver o dinheiro daquilo que devolvia, nos prazos e condições legais.
Que não, dizia o funcionário. Apenas troca e nunca devolução do dinheiro. Política da casa.
Que sim, dizia o membro feminino do casal: é de lei e o que nós queremos é a devolução do dinheiro.
Supervisor ( ou imperador) chamado e discussão reaberta. Serena, redigo, dizia a senhora: é o dinheiro que queremos e temos a lei do nosso lado.
Por fim, o fnacimperador, sublime e magnânimo, remata solenemente: vou abrir uma excepção e autorizo, mas mesmo muito excepcionalmente, a devolução do dinheiro.
De fora, senti-me regressado ao tempo das Companhias Majestáticas neste país colonizado e registei a figura imponente de alguém que, na FNAC, tem a magnanimidade de autorizar, excepcionalmente, o cumprimento da lei. The butler did it...

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